Mostrando postagens com marcador sentimento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador sentimento. Mostrar todas as postagens
20/07/2012

A vida como ela é!

Este não é mais um post sobre moda...



Mais de meio ano aí rodado, festejado, passado, aproveitado, lamentado e você aí ainda à procura do amor?! Mais de meio ano de um ano em que você se encontra como em outros : sozinha e nem tão feliz. Você imagina todos os dias à noite antes de dormir uma vida toda feliz, você chega à perfeição, você nunca se vê só na sua doce imaginação. Mas a vida é o agora, é esse mais de meio ano, é esse mais de uma década, mais de duas ou três, talvez. A vida é esse oposto ou fato incompleto que foge de tudo aquilo que você imagina pra si antes de dormir. Confesso que uma coisa ou outra dessas que a gente imagina e sorri antes de dormir acontecem, mas a grande maioria não, por isso acho que sonhar nunca é demais. Pelo menos nos meus sonhos a vida é completa, a vida é vida ou pelo menos é como ela deveria realmente ser.


by Thalita Paula
0 comentários Postado por Fernanda Souza às 16:49
18/07/2012

Desapega!

Este não é mais um post sobre moda...


De todas as certezas atuais, uma me encanta, me orgulha, fascina: a de não precisar de alguém pra ser feliz. Tenho me divertido como nunca, feito amigos, fortificado os laços com as antigas amizades, saído, dançado, dado risadas intensas, e ás vezes algum choro de leve porque algo deu errado, mas coisa boba...tenho me amado como nunca, e tanto amor me fez esquecer um pouco da necessidade de ter alguém, de ser de alguém. Ter alguém é bom, claro, mas se ter, se amar, se sentir bem assim só, num fim de tarde, lendo um livro, deitada de meias e moleton assistindo pela terceira vez aquela comédia romântica na TV e mesmo assim não sentir a carência, o vazio, a tristeza, a lembrança repleta de saudade é uma bênção. E abençoados aqueles que superaram o amor pelo outro com o amor por si mesmo. Abençoadas e felizes aquelas que fazem caras e bocas de frente para o espelho se sentindo uma delícia e pensando: 'sorte de quem me ter essa noite'. Aliás sorte mesmo é a gente se distrair de toda essa exigência de pertencer à alguém, de ter alguém para si, sorte é a gente saber desapegar. Sorte é a gente não depositar esperança em nenhum primeiro beijo e matar a vontade, mesmo que seja só por uma noite. Mulheres não sabem viver um dia de cada vez, estão vivendo o presente, mas já idealizando ações e planos e falas para o futuro. E quer saber, nosso mal é esse. Que tal experimentar viver um dia de homem? Saia com suas amigas, beba, dance, se divirta, beije se estiver com vontade de beijar, manda mensagem pro ex no fim da noite se não tiver arranjado ninguém melhor para curtir um fim de noite, invente desculpas para aquele cara chato que não larga do seu pé e depois disso tudo durma de consciência tranquila, aposto que vai acordar no outro dia entendendo porque homens sempre se sentem felizes solteiros. Eles vivem cada momento de acordo com sua vontade e diferente de nós românticas donzelas não enchem a cabeça de ' e se', de expectativas, de arrependimento. Viver uma dia de cada vez é a alma do desapego. Experimente seus dias de macho você também. Desapegue-se, você é forte mulher!


by: Thalita Paula
0 comentários Postado por Fernanda Souza às 18:23
14/07/2012

E quem irá dizer que não existe razão?



Quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer que não existe razão? Eduardo abriu os olhos, mas não quis se levantar, ficou deitado e viu que horas eram, enquanto Mônica tomava um conhaque, no outro canto da cidade, como eles disseram. Eduardo e Mônica um dia se encontraram sem querer, e conversaram muito mesmo pra tentar se conhecer. Um carinha do cursinho do Eduardo que disse: “Tem uma festa legal, e a gente quer se divertir”. Festa estranha, com gente esquisita. “Eu não tô legal, não agüento mais birita” E a Mônica riu, e quis saber um pouco mais sobre o boyzinho que tentava impressionar. E o Eduardo, meio tonto, só pensava em ir pra casa “É quase duas, eu vou me ferrar” Eduardo e Mônica trocaram telefone. Depois telefonaram e decidiram se encontrar. O Eduardo sugeriu uma lanchonete, mas a Mônica queria ver o filme do Godard. Se encontraram então no parque da cidade, a Mônica de moto e o Eduardo de “camelo”. O Eduardo achou estranho, e melhor não comentar mas a menina tinha tinta no cabelo. Eduardo e Mônica eram nada parecidos. Ela era de Leão e ele tinha dezesseis. Ela fazia Medicina e falava alemão, e ele ainda nas aulinhas de inglês. Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus, Van Gogh e dos Mutantes, de Caetano e de Rimbaud. E o Eduardo gostava de novela e jogava futebol-de-botão com seu avô. Ela falava coisas sobre o Planalto Central, Também magia e meditação. E o Eduardo ainda tava no esquema escola, cinema, clube, televisão. E mesmo com tudo diferente, veio mesmo, de repente uma vontade de se ver, e os dois se encontravam todo dia e a vontade crescia, como tinha de ser. Eduardo e Mônica fizeram natação, fotografia, teatro, artesanato, e foram viajar, a Mônica explicava pro Eduardo coisas sobre o céu, a terra, a água e o ar. Ele aprendeu a beber, deixou o cabelo crescer. E decidiu trabalhar (não!). E ela se formou no mesmo mês que ele passou no vestibular. E os dois comemoraram juntos e também brigaram juntos, muitas vezes depois. E todo mundo diz que ele completa ela e vice-versa, que nem feijão com arroz. Construíram uma casa há uns dois anos atrás. Mais ou menos quando os gêmeos vieram. Batalharam grana, seguraram legal, a barra mais pesada que tiveram. Eduardo e Mônica voltaram pra Brasília. E a nossa amizade dá saudade no verão. Só que nessas férias, não vão viajar, porque o filhinho do Eduardo tá de recuperação. E quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer que não existe razão? (Legião Urbana - Eduardo e Mônica)
0 comentários Postado por Fernanda Souza às 22:33
13/07/2012

“Se acabou é porque não era amor. Amor nunca acaba.”

Este não é mais um post sobre moda...


“Se acabou é porque não era amor. Amor nunca acaba.” Essa é uma frase que eu jurei acreditar nos últimos tempos. Eu acreditei de verdade nisso, mas sabe, hoje posso ver que, calma, não é bem assim. É engraçado e estranho falar sobre uma coisa a qual você acreditava de verdade e hoje sabe que não é verdade, mas sabe porque sentiu na pele. É estranho demais sentir o amor acabar, porque sim, amor é como uma planta que se não for regado e cuidado, infelizmente, digo a você ele acaba. OK, acabar é uma palavra muito forte, mas ele simplesmente adormece e sente a necessidade de ficar ali calado…um [amor correspondido] muita gente sonha com isso, um amor de verdade, um amor que você sinta isso e eu posso dizer que pela primeira vez em toda a minha vida eu senti. Mas de que adianta um amor escondido? Um amor que não é demonstrado através de atitudes? Dizem que quem ama se sacrifica pelo outro, sacrificar tbm é uma palavra forte, mas fico pensando que Quando você faz algo pra alguém que você ama é porque você quer vê-lo feliz, então automaticamente isso não deve ser um sacrifício pra você.
O que é dificil das pessoas largarem é esse egoísmo e egocentrismo. Acho que um relacionamento maduro e sincero só é verdadeiro e só de fato dará certo quando você decidir que existe outro alguém em sua vida, outro alguém que espera uma demonstração de carinho em uma data especial, espera de você alguma coisa, qualquer coisa. Que mesmo que não seja importante pra você, o que vale é reconhecer o que é importante pra outra pessoa – porque ela te ama e espera algo de ti. E esse bla bla bla de que devemos amar sem esperar nada em troca é pura mentira, CLARO que quando amamos esperamos o mesmo da outra pessoa. Porque se nós não esperarmos e só nos doarmos, doarmos e não recebemos é exatamente aí que o amor vai adormecer… Ele vai adormecer e cansar de esperar, cansar de esperar uma flor em um dia especial, cansar de esperar uma ligação no meio da noite de “estou pensando em vc”, cansar de esperar um beijo na testa do nada, cansar de esperar um convite pra se deitar na rede, cansar de esperar um “tudo bem amor, vamos por vc.” Simplesmente, o coração cansa.

Por que não dá pra amar sozinho.
De: Nuwem.com
0 comentários Postado por Fernanda Souza às 21:18
16/06/2012

Vamos falar de solidão: Acabei mudando!


Só que aí eu acabei mudando. E foi mudança aos poucos, porque até hoje me dou conta de coisas minhas que já não estão mais lá e, quem roubou, eu jamais vou saber. O sorriso mudou e a vontade de sorrir pra qualquer pessoa também, graças a Deus. Foi por sorrir tanto de graça que eu paguei tão caro por todas as coisas que me aconteceram. Às vezes me pego olhando ao meu redor e vendo tanta menina parecida comigo. Tanto sentimento gritando de bocas caladas e escorrendo de peles secas. Tanta coisa acontece com a gente. Tanta gente passa pela gente, mas tão pouca gente realmente fica. E eu sei que, talvez, eu tivesse que ficar triste. Talvez eu tivesse que continuar secando lágrimas, abraçando o vento e rindo no vácuo, mas o fato é que eu não consigo. Eu não consigo mais ser triste só para mostrar que um dia eu fui - ou achei que tivesse sido - feliz. Aprendi com os meus próprios erros que sofrer não torna mais poético, chorar não deixa mais aliviado e implorar não traz ninguém de volta. Aprendi também que por mais que você queria muito alguém, ninguém vale tanto a pena a ponto de você deixar de se querer. Eu que gritei para tantas pessoas ficarem, hoje só quero mesmo é que elas sumam de uma vez por todas. E em silêncio, que é pra ninguém ter porque se lamentar.


 Tati Bernardi.  


0 comentários Postado por Fernanda Souza às 23:08
25/03/2012

Ilegível



A língua que falo, com certeza, não é dessa raça. Quando falo me olham espantados; alguns com curiosidade nos olhos, querem entender o que esse estranho fala a elas; outros com uma cara feia, como se estivesse xingando-os. Poucos saem refletindo, procurando entre seus idiomas aprendidos um significado plausível; já a maioria só vira de frente e continua a andar, volta a pedir sua esmola no sinal ou nas linhas de montagem.
          Escrevendo nessas linhas tortas do meu caderno, nem o papel me entendia. Ele dobrava, amassava, esticava, virava.. tentava de todo jeito interpretar os símbolos ali desenhados. Minhas poesias voam da minha boca, mas ao bater nos ouvidos alheios parecem somente ruídos. Minhas canções eu sussurro de lado ao teu rosto, mas em ti elas não penetram, não tem força, nem sentido. Já tentei rezar, mas os anjos ergueram as sobrancelhas em dúvida se gemia ou pedia. Já tentei me tratar, mas devolveram meu formularam do psicanalista, escreveram bem grande em vermelho: Ilegível.
          Onde eu nasci afinal? Será que ela me pariu nesse fim de mundo mesmo? Ou será que vim de outro canto, fiz algo bem ruim, e me trouxeram pra cá como castigo? Se for isso mesmo, queridos, eu me arrependi já, mesmo sem saber o que fiz.. só me levem de volta, que isso aqui não é pena justa pra nada, é sentença desumana.

Bruno Simão

0 comentários Postado por Fernanda Souza às 18:32
24/03/2012

monocromático



Andam as esquinas e param os trens. Tudo monocromático, eu me pergunto para onde é que foi toda a cor furtiva que mantive no bolso da jaqueta agora jogada sobre o sofá. Estão tentando me acordar, mas eu não quero ficar aqui sem ser de olhos fechados. Não dá para caminhar me apoiando, as esquinas estão se movendo. Também não dá para ir ao cinema, os trens pararam. Que diferença faria abrir os olhos se tudo continuaria meio turvo e acrómico? Permaneço na escuridão calorosa dos meus olhos febris. A cada dia torno-me mais efêmero. Eu e as coisas que toco. Bastou pousar minha cabeça no ombro dela para que se voltasse contra mim num ato pensado. Que bom que alguém ainda pensa por aqui. Estou com preguiça de formular as metáforas que outrora me garantiram a hibridez de ideias. Mando os insistentes de “paz interna” – terapeutas, inúmeros – para a dama que os pariu. Convenço-me a cada tragada que pertenço mesmo a esta balbúrdia. Não adianta sequer caminhar sob o meio fio a fim de provar que, lá no fundo, existe uma fagulha de equilíbrio. Ou fugir para o cinema tentando tomar emprestada a felicidade dos que sorriem ao longe. Permaneço convicto de minha cegueira, de minha paralisia, mas vivo. 

Bruna Cassiano
0 comentários Postado por Fernanda Souza às 21:26
27/02/2012

Meia noite eu me desfaço...


...Dois goles, três tragadas, assunto de bêbado. Filosofando sobre a porta que não fecha e a cortina que dança no ritmo do vento ao tentar me assustar. Nessas andanças intrépidas de provar para alguém que posso andar sozinha – no fundo é para mim mesma – eu ainda vou longe. O que posso dizer… é bom perder-se. Desde o princípio estive submersa nas águas mais profundas. A alegria corriqueira de ser achada pra depois perder-me novamente alimentava as borboletas no estômago. Longe, perto de cais algum porque eu tenho medo de me prender ao novo. Permaneço aninhada sobre as almofadas piegas da sala de estar agora, olhando pro teto e me imaginando laçada pelos cadarços do moço de olhar inóspito que outrora me encarava na fila do banco. Seria bom se ele me laçasse mesmo. E me sacudisse as poeiras. À força, preu sair de vez dessa zona de conforto. Que venha um desses, que me tire do chão sem que eu dê conta de que posso cair. Meia noite eu me desfaço em idealizações. Mentira. Todo o tempo.

 (Bruna Cassiano)


0 comentários Postado por Fernanda Souza às 12:03